Esse comentário é, assim, um desabafo. Assim como vários outros comentários que eu li literalmente agora, é somente a minha opinião.
Sinceramente, gente, é decepcionante ler BL hoje em dia. Eu sei que essa relação de desenvolver a problemática ou mostrar a “importância/intensidade” do amor dos protagonistas, construída em cima de abusos (seja ele sexual, por agressão ou por impedimentos de terceiros), não é uma coisa de agora. Se você ler mangás/manhwas antigos (de 15/20 anos atrás), vai ver que isso sempre esteve presente, seja de um modo mais óbvio ou subentendido. Mas é frustrante demais, e está se tornando cada vez mais comum. Eu juro que, de 10 BLs atuais que você lê, 9 ou até mesmo os 10 têm algum grau de toxicidade (seja com estupro ou um terceiro intrometido). Está se tornando cada vez mais aceito e normal esse tipo de “amor” e construção de história.
Todos os autores simplesmente estão fazendo tudo igual, desenhando e criando romances (se é que eu sequer posso chamar assim) que somente mostram que, para serem felizes, os personagens têm que passar SEMPRE por uma dificuldade, que o amor e o relacionamento não podem ser leves e, para muitos, “monótonos”. Os protagonistas têm que estar sempre se provando e sofrendo para ter um final feliz.
E, para mim, esse manhwa é o exato exemplo disso. Se você leu desde o início, já ficou claro que não é uma história que “abriria” esse tipo de desenvolvimento, que não era essa a proposta do romance. Mas, como atualmente não tem literalmente UM que não seja assim, que tenha uma história SAUDÁVEL (até porque normalizar que, para ser feliz, tem que sofrer definitivamente não é saudável nem normal), parece que a autora fez isso só para ter dinheiro, como se atualmente histórias sem algum grau de toxicidade não vendessem mais.
E mais ainda, vamos ser realistas: muita gente gosta disso, de histórias que normalizam esse sofrimento e abuso, que normalizam o estupro como se fosse algo comum e MUITO saudável. Aí as pessoas viram e falam: “Se você não gosta, é só não ler”. E realmente, gente, é só não ler mesmo. Mas fica difícil ler alguma coisa se, de cada 100 histórias, 99 são assim hoje em dia.
Além disso, vamos pensar um pouquinho. Se você é uma pessoa que está se descobrindo e não sabe de nada sobre a vida e sobre romance, e lê uma história que trata, por exemplo, um relacionamento tóxico e que normaliza o estupro como se fosse normal, como se, para ser feliz, você tivesse que aguentar um tanto de coisa e um tanto de sofrimento, porque, como você leu no manhwa, é essa a história que você conhece, é esse o amor que você conhece. E ainda tem o outro ponto, que é normalizar você ser o agressor, acreditar que tudo bem sair machucando e estuprando quem quiser, porque no manhwa que você leu era assim.
Isso pode até ser uma hipótese, gente, mas nós sabemos que tem pessoas para tudo, e principalmente hoje em dia, em que tudo é pela internet. O que garante que isso de fato não vai definir as ações e o entendimento do que é errado e certo para uma criança que não sabe de nada da vida? Eu, que estou lendo isso hoje em dia com 20 anos, sei que não é correto, mas uma criança de 12 anos (porque nós sabemos que a curiosidade vem desde cedo) vai saber mesmo distinguir o que é certo ou errado? Algumas até que sim, mas, novamente, sempre há exceções.
Esse comentário é, assim, um desabafo. Assim como vários outros comentários que eu li literalmente agora, é somente a minha opinião.
Sinceramente, gente, é decepcionante ler BL hoje em dia. Eu sei que essa relação de desenvolver a problemática ou mostrar a “importância/intensidade” do amor dos protagonistas, construída em cima de abusos (seja ele sexual, por agressão ou por impedimentos de terceiros), não é uma coisa de agora. Se você ler mangás/manhwas antigos (de 15/20 anos atrás), vai ver que isso sempre esteve presente, seja de um modo mais óbvio ou subentendido. Mas é frustrante demais, e está se tornando cada vez mais comum. Eu juro que, de 10 BLs atuais que você lê, 9 ou até mesmo os 10 têm algum grau de toxicidade (seja com estupro ou um terceiro intrometido). Está se tornando cada vez mais aceito e normal esse tipo de “amor” e construção de história.
Todos os autores simplesmente estão fazendo tudo igual, desenhando e criando romances (se é que eu sequer posso chamar assim) que somente mostram que, para serem felizes, os personagens têm que passar SEMPRE por uma dificuldade, que o amor e o relacionamento não podem ser leves e, para muitos, “monótonos”. Os protagonistas têm que estar sempre se provando e sofrendo para ter um final feliz.
E, para mim, esse manhwa é o exato exemplo disso. Se você leu desde o início, já ficou claro que não é uma história que “abriria” esse tipo de desenvolvimento, que não era essa a proposta do romance. Mas, como atualmente não tem literalmente UM que não seja assim, que tenha uma história SAUDÁVEL (até porque normalizar que, para ser feliz, tem que sofrer definitivamente não é saudável nem normal), parece que a autora fez isso só para ter dinheiro, como se atualmente histórias sem algum grau de toxicidade não vendessem mais.
E mais ainda, vamos ser realistas: muita gente gosta disso, de histórias que normalizam esse sofrimento e abuso, que normalizam o estupro como se fosse algo comum e MUITO saudável. Aí as pessoas viram e falam: “Se você não gosta, é só não ler”. E realmente, gente, é só não ler mesmo. Mas fica difícil ler alguma coisa se, de cada 100 histórias, 99 são assim hoje em dia.
Além disso, vamos pensar um pouquinho. Se você é uma pessoa que está se descobrindo e não sabe de nada sobre a vida e sobre romance, e lê uma história que trata, por exemplo, um relacionamento tóxico e que normaliza o estupro como se fosse normal, como se, para ser feliz, você tivesse que aguentar um tanto de coisa e um tanto de sofrimento, porque, como você leu no manhwa, é essa a história que você conhece, é esse o amor que você conhece. E ainda tem o outro ponto, que é normalizar você ser o agressor, acreditar que tudo bem sair machucando e estuprando quem quiser, porque no manhwa que você leu era assim.
Isso pode até ser uma hipótese, gente, mas nós sabemos que tem pessoas para tudo, e principalmente hoje em dia, em que tudo é pela internet. O que garante que isso de fato não vai definir as ações e o entendimento do que é errado e certo para uma criança que não sabe de nada da vida? Eu, que estou lendo isso hoje em dia com 20 anos, sei que não é correto, mas uma criança de 12 anos (porque nós sabemos que a curiosidade vem desde cedo) vai saber mesmo distinguir o que é certo ou errado? Algumas até que sim, mas, novamente, sempre há exceções.